segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A oração no Antigo Testamento


A oração no Antigo Testamento

Santo profeta Elias

No Antigo Testamento a oração e o sacrifício aparecem freqüentemente juntos e estão estreitamente ligados.


Os termos usados para oração no AT são vários:

1) - “clamar, chamar”, quer a Deus (Dt 15.9; a RS 8,43; Jr 11.14) quer no seu nome (Gen 4,26; 12,8), o que significava a invocação do nome de Deus.
2) – “tornar propício, pedir” (Os 12.5; Jó 9.15; 19.16)
3) – “Aplacar a face do Senhor” (Ex 32.11; 1 Sm 13.12; Zc 7,2; 8,21s., Sl 119,58; Dn 9.13)

4) – “ação de graças” ao lado de “petições” – coletivas (Sl 44; 60; 79; Esd. 9,5-15) e individuais da sabedoria (1 Rs 3,7s., Sl 25,4s;) e do perdão dos pecados (Sl 25, 7 etc)
5) No AT eram usados gestos durante as orações: prostrar-se no chão (Gn 18.2; 19,2); por-se de joelhos ou dobrar os joelhos (2 Cr. 7.3) Sl. 22,30); ficar de pé (1 Sm 1,26); estender as mãos (Is. 1.15); elevar as mãos (Sl 28.2).

Santo profeta Daniel na cova dos Leoes


A característica principal da oração veterotestamentária é que ela se dirige exclusivamente e diretamente ao Senhor. Somente depois do exílio encontramos anjos como mediadores (Zc 1,12; Jó 5,1).O Senhor está no centro das orações pois é fiel à sua aliança.

Para os que oram, Deus é reconhecido como “Rocha” (2 Sm 23,3); “Refúgio” (Sl. 14,6); “Fortaleza” (Sl. 62,3.7); “Escudo” ( Gen. 15,1). O auxílio só pode ser buscado no nome do Senhor que criou céus e terra (Sl. 8; 148 ss.).

Não se aprovava a oração longa, de muitas palavras (Ecl. 5,1) e a repetição das mesmas fórmulas de oração.

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O objetivo da oração não é a grandeza estática do sumo bem, mas a grandeza dinâmica do domínio de Deus sobre todas as coisas.

As orações eram feitas em determinadas horas (de manhã, ao meio dia, à noite).

O que diz o Catecismo da Igreja Católica

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Santo Profeta Jeremias


§ 2568
A revelação da oração no Antigo Testamento se insere entre a queda e a elevação do homem, entre o chamado doloroso de Deus a seus primeiros filhos: "Onde estás?... Que fizeste?" (Gn 3,9.13), e a resposta do Filho único ao entrar no mundo: "Eis-me aqui, eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade". A oração, dessa forma, está ligada à história dos homens, é a relação com Deus nos acontecimentos da história.

§ 2569
A criação - fonte da oração

É sobretudo a partir das realidades da criação que se vive a oração. Os nove primeiros capítulos do Gênesis descrevem essa relação com Deus como oferenda dos primogênitos rebanho de Abel, como invocação do nome divino por Enós, como "caminhada com Deus". A oferenda de Noé é "agradável" a Deus, que o abençoa e, por meio dele, abençoa toda a criação, porque seu coração é justo e íntegro; também ele caminha com Deus" (Gn 6,9). Essa qualidade da oração é vivida por uma multidão de justos em todas as religiões. Em sua Aliança indefectível com os seres vivos, Deus sempre convida os homens a orar. Mas é sobretudo a partir nosso pai Abraão que a oração é revelada no Antigo Testamento.

§ 2585
Desde Davi até a vinda do Messias, os Livros Sagrados contêm textos de oração que atestam o aprofundamento cada vez maior da oração por si mesmo e pelos outros. Os salmos foram pouco a pouco reunidos numa coletânea de cinco livros: os Salmos (ou "Louvores"), obra-prima da oração no Antigo Testamento.

§ 2596
Os Salmos constituem a obra-prima da oração no Antigo Testamento. Apresentam dois componentes inseparáveis; o pessoal e o comunitário. Estendem-se a todas as dimensões da história, comemorando as promessas de Deus já realizadas e esperando a vinda do Messias.

§ 2630
O Novo Testamento contém poucas orações de lamentação, freqüentes no Antigo Testamento. Agora, em Cristo ressuscitado, o pedido da Igreja é sustentado pela esperança, embora estejamos ainda na expectativa e devamos nos converter cada dia. Brota de outra profundeza o pedido cristão, que S. Paulo chama de gemidos, os da criação, em "dores de parto" (Rm 8,22), os nossos, também "à espera da redenção de nosso corpo, pois nossa salvação é objeto de esperança" (Rm 8,23-24), enfim, "os gemidos inefáveis do próprio Espírito Santo que "socorre nossa fraqueza, pois nem sequer sabemos o que seja conveniente pedir" (Rm 8,26).
                                                              Provincia S. Jose.


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